Como abordar a questão do “Incentivo ao Trabalho”…

Tradução livre de artigo de Glen R. Barnstable para o Blog Oficial TZM

 

http://photorack.net/index.php  1132814335-6369

Uma das conexões sociais fundamentais ao sistema monetário é a crença inerente de que dinheiro é o incentivo central para o progresso, e o motivo pelo qual as pessoas em geral trabalham. Essa crença tem seu mérito, considerando o sistema monetário.

Mas e se considerarmos uma Economia Baseada em Recursos (EBR)? Quais motivos teriam as pessoas para ajudar/trabalhar na melhoria social e econômica sob uma Economia Baseada em Recursos?

Noventa e cinco por cento de todas as pessoas com quem você conversa irão dizer que, sem dinheiro, ninguém trabalhará. E, “se todo mundo for provido de tudo aquilo de que necessita, as pessoas ficarão à toa e vão entregar-se à liberdade ao invés de trabalhar em projetos importantes, necessários para proporcionar essa liberdade.”

Outra resposta popular de muitas pessoas é, “Então todo o trabalho duro que fiz para ganhar todo esse dinheiro e comprar todas as coisas que quero e necessito seria para nada?”

Encaremos. Não há maneira possível de evitar trabalho manual de algum tipo, não importa em qual sistema econômico vivamos. E não importa quão automatizadas nossas produções se tornem, alguém terá que participar da construção e manutenção dos sistemas que permitem que a automação e o livre acesso sejam possíveis.

Esse aspecto de nossas discussões com as pessoas com as quais tentamos compartilhar informações pode ser o fator decisivo para que elas continuem escutando você/nós ou não…

Esse é um tópico fundamental em uma discussão ao explicar uma Economia Baseada em Recursos para pessoas que não estejam totalmente por dentro do MZ, do Projeto Venus ou da perspectiva como um todo.

É difícil o suficiente tentar apresentar o sistema monetário como um problema social quando se está conversando com alguém que pode não estar familiarizado com os filmes do Zeitgeist ou com a perspectiva da EBR.

Então, talvez nós possamos promover uma pequena sessão de “tempestade cerebral” aqui e postar todas as nossas melhores ideias de como o “incentivo ao trabalho” funcionará na realidade de uma Economia Baseada em Recursos, e o que conduzirá as pessoas às tarefas necessárias para construir e manter a infraestrutura central do modelo da EBR.

Tive algumas respostas positivas a partir da teoria de “Emergência Natural” que apresentei a muitas pessoas…

http://photorack.net/index.php  1133404853-3115

Eu gosto de testar e encorajar a noção de que os seres humanos são naturalmente inquiridores. Nós temos uma tendência natural à curiosidade e somos ávidos por conhecimento. Penso que essa deveria ser a mentalidade ao discutir uma Economia Baseada em Recursos com pessoas que não acreditam muito que pessoas tenham essa habilidade natural…

Muitas pessoas estão agarradas à ideia de que dinheiro é e só pode ser o único incentivo positivo.

Entretanto, é necessária apenas uma breve observação de nossa história para provar que não é esse o caso. A curiosidade natural do ser humano é uma maravilha a ser contemplada.

Quando nós olhamos para a evolução da espécie humana, começamos a compreender quão inerentes nossos pensamentos investigadores realmente são. Do desenvolvimento básico de ferramentas de corte pelos primeiros humanos, para facilitar a coleta de comida e a alimentação, ao aproveitamento das energias naturais da Terra, como o fogo e a eletricidade, nós verdadeiramente temos uma habilidade para melhorar nossas vidas.

Em toda nossa história inicial nós nunca necessitamos de nenhum incentivo monetário para buscarmos essas formas de melhoria. São nossas conquistas mais fundamentais que reforçam nossa busca permanente pelo bem maior.

Às vezes parece que tudo que alguém pode fazer é compartilhar esse estado de pensamento, compartilhar informação, expressar preocupação, e desejar que cada um com quem entremos em contato experimente uma epifania.

Nosso planeta tem recursos suficientes para prover cada ser humano com comida, um lar e qualquer outra coisa que nossa mente criativa possa demandar… Nós atualmente temos tecnologia para criar abundância extrema e prover as necessidades básicas de graça! Nós temos a tecnologia para nos prover com a produção de energia renovável por milhares de anos e temos, e podemos desenvolver, tecnologia que possa eliminar completamente os empregos mundanos e desnecessários.

Se não queremos limpar encanamentos, podemos desenvolver uma máquina que o faça por nós!

Os empregos que permanecerão serão de importância social muito maior. Tais como cuidados médicos, produção alimentícia, manufatura, educação, e qualquer outra coisa que naturalmente emerja como necessária. E mesmo esses trabalhos se tornarão altamente automatizados (eles já são!).

Nós temos a capacidade de prover TODOS com uma casa, um carro, livre acesso à alimentação e qualquer outro recurso que possamos requerer ou demandar.

O incentivo/motivo é simples. Se você quer coisas melhores você ainda terá que trabalhar para obtê-las, mas o trabalho será mais especificamente emergente pela nossa busca em criar uma civilização melhor. Haverá uma força de trabalho naturalmente emergente que construirá, criará e proverá, simplesmente porque é necessário.

Eu sempre tento ajudar as pessoas a lembrarem de que nós não estamos começando a partir do rascunho. Nós ainda teremos toda a tecnologia, recursos e conhecimento que temos atualmente. Todos os nossos atuais processos de manufatura e produção alimentícia ainda funcionariam. Supermercados, shoppings centers e locais como estes basicamente tornar-se-iam locais de acesso ao invés de “lojas”… Eventualmente as pessoas perceberão melhores formas de operar esses lugares e continuarão produzindo as coisas que queremos, simplesmente porque é necessário.

Todos os comentários, sugestões e adições são bem-vindos!

Sugestões (da tradutora) para leitura/estudo a respeito do tema “incentivo/motivação ao trabalho”: 

Capitalismo, um incentivo para a escravidão (artigo do Blog Um Ser Pensante)

Daniel H. Pink: Drive, a surpreendente verdade sobre aquilo que nos motiva (livro)

The problem with financial incentives – and what to do about it (artigo da K@W – Wharton School da University of Pennsylvania)

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5 Responses

  1. quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
    [SINAPSES] Mudaremos forma de DISTRIBUIR RIQUEZA QUE NOSSA INTELIGÊNCIA GEROU <> REPRISAREMOS (CRISES CAPITALISMO=EXCESSO PRODUÇÃO) velha fórmula: “DESTRUIR EXCESSO CAPACIDADE PRODUTIVA” para manter OS MERCADOS FUNCIONANDO ??

    Falar em “EXCESSO CAPACIDADE PRODUTIVA” é UM CRIME em um mundo onde 5 bilhões de pessoas tem carências básicas para sobrevivência !!

    Assunto: Evoluindo de produtividade para criatividade.

    Proposição:

    O desafio de nossos avós e pais foi a Produtividade (Produção / Horas de trabalho), a equação resumo da Sociedade Industrial.

    Nosso desafio é a Criatividade (Idéias / Ócio (horas de)), a equação resumo da Sociedade Pós-Industrial (ou do Conhecimento). [1]

    [1] O professor De Masi detalha – em um capítulo do seu livro O Futuro do Trabalho – a Economia do Ócio, fundada nesta equação, para demonstrar que a proposta não é estimular a vagabundagem.

    E sim reformar a sociedade para otimizar a eficácia no uso do recurso mais precioso da Humanidade, a Criatividade, que até aqui ficava sacrificada, para a maioria das pessoas, em beneficio do trabalho manual e/ou executivo, requerido para a sobrevivência, e cada vez mais delegado a povos de regiões menos desenvolvidas e às máquinas.

    Após um período, o mais curto possível, de educação e aculturação, o nosso ideal deve ser liberar todos os humanos dos trabalhos repetitivos (manuais ou intelectuais), para exercerem seu pleno potencial, como parte da grande Rede Neural de Gaia (nosso planeta, segundo uma teoria de ecologistas).

    Texto completo: http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2011/12/sinapses-mudaremos-forma-de-distribuir.html

  2. Alexandre disse:

    Seja qual for o sistema que exista, sempre terá interesses, o jeito é fazer o que vocês dizem, eliminar todos os “ismos” e passar pra uma Economia em que não tenha chefes e nem recursos na mão de poucos.

  1. 13 de novembro de 2014

    […] hoje, vemos certo preconceito em relação a pessoas que não têm um emprego ou empreendimento com fins econômicos. Há termos pejorativos para quem vive com pouco e trabalha pouco, e pouca admiração por aqueles […]

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