Considerações sobre a Ciência (Parte 1)

El_Hombre_in_cruce_de_caminos_Rivera_4

El Hombre in Cruce de Caminos – Diego Rivera

A Ciência, assim como tudo em nossa atual sociedade, sofre com o ambiente egoísta e competitivo em que vivemos. Talvez por isso muita gente acabe confundindo “a coisa” com o “uso que é feito da coisa”. É certo que há muitas questões erradas na forma como a ciência é feita, embora ela, em sua essência pura, não tenha nada de errado – pelo contrário. É preciso lembrar-se de alguns pontos:

- A ciência nos proporciona uma aproximação da verdade. Infelizmente, não temos todas as ferramentas ou bases para pesquisar tudo. E como estas técnicas/ferramentas se aprimoram com o tempo, as inferências que fazemos também vão aos poucos se modificando, se aproximando cada vez mais da verdade – embora provavelmente jamais tenhamos condições de “tocar” a “verdadeira verdade” um dia, visto que o próprio ato de pesquisá-la faz com que ela se altere (considerando aqui a premissa da Teoria da Relatividade). Mesmo com tais limitações, a ciência é a única forma realmente confiável para buscar o conhecimento e a verdade;

- A ciência está sujeita às condições culturais e sociais nas quais está inserida. Por mais que se tente fazer ciência “neutra”, ela é feita por pessoas, e cada sujeito carrega seus próprios conceitos e preconceitos. De toda forma, cientistas idôneos e comprometidos tentam se isentar ao máximo dessas variáveis;

- Paradigmas são quebrados de forma cíclica, é fácil ver isso na Literatura e na Ciência ao longo da história. Mas só porque eles são quebrados em favor de novas ideias e conceitos não quer dizer que os anteriores não têm seu valor.

Precisamos mudar a forma com fazemos ciência sim, e vários conceitos científicos que temos. Mas temos que tomar cuidado para não propagarmos ideias que não têm o devido embasamento, ou que ainda não têm formas de serem efetivamente testadas/analisadas. A pseudociência é um mal tão grave quanto a ignorância. Abordaremos este tema posteriormente.

Para saber mais:

You may also like...

4 Responses

  1. gilmar disse:

    Acho muito justo e inteligente esta forma de pensar ciência e a proposta é que a historia sirva de base sempre para a busca de melhores soluções para o presente,é por isso que sou simpatizante do movimento zeitgeist .

    • Graciela Kunrath Lima disse:

      Oi Gilmar!

      A perspectiva histórica é realmente importante para compreendermos os contextos das coisas, inclusive da ciência.

      Continue nos acompanhando!

  2. Igor disse:

    Graciela, só preciso discordar de um ponto. Você disse: “a ciência é a única forma realmente confiável para buscar o conhecimento e a verdade”. Mas não, existe a Espiritualidade e ela anda de mãos dadas com a ciência, de fato, não podem viver separadas. Tem muita mal uso da ciência sim, primeiro, porque muitos são obrigados a mentir e a criar falsas provas para manter o sistema como ele é e, segundo, porque a espiritualidade não é considerada. Nós não somos apenas esse saco de carne, nem usamos 100% da capacidade cerebral a qual possuímos. Passamos por alterações genéticas que nos tiraram muito do que já tivemos e em alguns casos houve atrofiações. Nem a teoria da evolução pode explicar a nossa existência, ela tem seus furos. Nós possuímos espírito e alma, possuímos um corpo etéreo, somos consciências eternas, somos energia, somos vibração e ressonância. Tudo o que fazemos, dizemos e pensamos gera energia e o amor é a mais poderosa dessas energias as quais podemos gerar. A vibração modifica e fluidifica as frequências ressonantes da densidade. A vibração altera as frequências. Uma gota cai na água… e produz ondulações, crescentes, que aumentam e se sobrepõem… e novamente aumentam e se sobrepõem.. enquanto pequenas gotículas ainda pré existentes voltam a cair após o primeiro impacto na água. Isso funciona pra tudo, funciona assim com os pensamentos e as atitudes de amor. Dizem que orações não tem poder, mas tem poder sim, quando feitas com as palavras certas e com a pura intenção do amor elas tem muito poder e isso não tem nada a ver com religião. Apesar da palavra religião significar religação com deus, ela faz justamente o contrário, ela inverte os valores espirituais e energéticos do ser humano. Deus somos cada um de nós, somos conectados a Unidade, à Luz, à Consciência suprema, à Fonte, de onde tudo que existe veio. Somos poeira das estrelas como bem disse Carl Sagan.
    Essas vibrações funcionam sempre como ondas, assim é, quando você vibra em sua vida… ao respirar e expirar. Só que você não sente, você não vê, você não percebe. E assim é, quando você entra em algum lugar. Sim, você leva a sua vibração àquele lugar. Você está vibrando todo o tempo, todo o momento, a todo o instante. Mas, é lógico, que você não se percebe em vibração. Com a vida moderna atropelada, você se quer se dá conta que tem um coração e que ele vibra todo o tempo, com você e por você. Sim, você é vibração! todo humano, todo animal, toda planta é vibração! Isso é ciência e espiritualidade e bem comprovável.

    • Graciela Kunrath Lima disse:

      Olá Igor!

      Concordo com você no sentido de que a ciência não resolve todos os nossos problemas como seres humanos. Mas ela não resolve porque somos seres “duais”, temos um lado objetivo e um lado subjetivo, que muitas vezes se misturam. Entretanto, reafirmo aqui que para a busca do conhecimento e da verdade no mundo “objetivo”, material, somente a ciência é confiável. Na esfera subjetiva, podemos encontrar respostas não apenas na espiritualidade, mas também na filosofia, nas artes, no contato com a natureza…

      Não vou aqui entrar em detalhes sobre a “evolução”, “espírito e alma”, “energia e vibração” porque não era o objetivo do texto/discussão. Acredito que apenas usamos linguagens/abordagens diferentes para expressar nossos pensamentos.

      Abraço!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>