“Esqueça os banhos mais curtos”

Todas as revoluções se iniciam como revoluções das consciências.” Ainda que essa frase de Charles Shaw (jornalista que contribui para o OpenDemocracy) seja uma verdade, na ausência de ativismo político que modifique a realidade do sistema em suas bases, as revoluções dificilmente progridem o suficiente para estabelecer um novo paradigma.  É esse o ponto abordado pelo vídeo “Esqueça os banhos mais curtos” (Forget shorter showers) feito a partir de um texto de Derrick Jensen publicado originalmente em 2009 na Orion Magazine.

São duas grandes frentes que se complementam: (1) espalhar/despertar as consciências (inclusive a própria) e (2) realizar ações para mudar a situação. Entretanto, ações que se limitam à esfera pessoal na maioria das vezes não têm impacto suficiente para mudar as estruturas estabelecidas, apesar de contribuírem para o aprendizado, a conscientização e a difusão de ideias. Considerando-se que as instituições políticas atuais estão falidas e por isso são incapazes de propiciar qualquer mudança substancial, a organização da sociedade civil parece ser a melhor alternativa de ação política capaz de contribuir para a construção de uma nova sociedade. Você concorda? Quais seriam os caminhos a serem trilhados neste sentido? Assista o vídeo abaixo e deixe sua opinião nos comentários.

 

 

 

You may also like...

6 Responses

  1. Alexandre disse:

    Mudar o sistema, começando pela Economia, e modo de trabalho, com mais foco no lazer, com foco no crescimento da qualidade de vida, pois há um erro grande quando queremos crescimento infinito, sendo que nosso planeta tem recursos finitos.

  2. William disse:

    Minha opinião sobre o vídeo e respondendo a pergunta da matéria sobre qual a maneira (uma das…) para realizar uma mudança substancial na sociedade:

    – Trabalho de conscientização (Parabéns e gratidão, Graciela e todos os ativos no MZ);
    —- Conscientização pessoal (auto conhecimento e conhecimento da “realidade”);
    —- Coletiva (temos que nos unir, “somos todos um”);
    —- Conscientização geral do “não-imediatismo”;
    —- Conscientização geral de que não podemos/precisamos esperar pelo poder político atual;
    —- Outros…

    – Atitudes “solitárias”/”isoladas”, pois afinal, é o que realmente podemos fazer, nossa parte, colocar em prática o que se conscientizou, tentar apagar/diminuir à fogueira”, tomar banhos curtos, pois pode possibilitar que outra pessoa também possa tomar um banho curto, antes que as indústrias/pessoas “acabem” com ela, e não o contrário, “colocando lenha na fogueira” (como me pareceu insitar o filme)!

    – Desenvolver “coragem” de arriscar, de sair da zona de conforto; sair da “solidão”, sair da vida “virtual”, seja ela na internet ou presencial;

    – Entender que as mudanças que almejamos é como uma escada, que precisa ser galgada pelo primeiro degrau e esse degrau quase sempre é desconfortável e “desanimador”!

    – Desenvolver humildade: procurar saber quem/o que você é e quem/o que você não é; paciência: procurar entender que não somos iguais e que diferenças exigem flexibilidade, condescendência e etc.

    – Organização da sociedade civil; De “posse” da coragem, humildade, paciência e etc, buscar pessoas afins para desenvolver trabalhos PRESENCIAIS! Mesmo que seja necessário “garimpar” muito para encontrar tais pessoas;

    – Ser verdadeiro e fiel, consigo e com os outros;

    – Ser imparcial, buscar o melhor para o todo;

    – Ser audacioso e caridoso para enfrentar às adversidades da convivência presencial!

    – Etc

  3. ALEXANDRE disse:

    É, se sabemos o que não queremos, já é um grande passo pra saber o que queremos, pareçe loucura, pois todos dizem -”Você tem que saber o que quer da vida”, mas se saber o que não quer, já andou meio caminho, exemplo, se tu sabe que não gosta de Humanas, nem Biologicas, pode procurar algo com Exatas, já andou mais de 50% e outro que o William disse foi importante sobre sair das zonas de conforto, igual vida virtual, vida que os outros querem, trabalhos que odiamos, assuntos pavorosos que são contínuos, etc..

  4. Denis Peter Tonon disse:

    Já pensei muito nessas alternativas que o William passou:
    “– Ser verdadeiro e fiel, consigo e com os outros;
    – Ser imparcial, buscar o melhor para o todo;
    – Desenvolver “coragem” de arriscar, de sair da zona de conforto; sair da “solidão”, sair da vida “virtual”, seja ela na internet ou presencial;”

    Essa última, da zona de conforto, etc, pensei mais ainda. Já entendo que enfraquecer a educação do povo e inserir uma cultura empobrecedora, que enfraquece o senso crítico do cidadão, são estratégias que ajudam a impedir alguém de começar alguma mudança. Um amigo me disse que acredita que a razão de um ser humano se levantar de manhã é ter prazer, seja ele qual for. Eu acrescento também fugir/evitar o desprazer, duas ações. E a educação e a cultura têm estado sempre desentusiasmando a conscientização da importância que o senso crítico apurado tem sobre o que acontece na vida individual e coletiva desse bípede em questão.

  5. Time MZBlog disse:

    “On the day we meet, the Daily Mail has launched a campaign to rid Britain of plastic shopping bags. The initiative sits comfortably within the current canon of eco ideas, next to ethical consumption, carbon offsetting, recycling and so on – all of which are premised on the calculation that individual lifestyle adjustments can still save the planet. This is, Lovelock says, a deluded fantasy. Most of the things we have been told to do might make us feel better, but they won’t make any difference. Global warming has passed the tipping point, and catastrophe is unstoppable.”

    “It’s just too late for it,” he says. “Perhaps if we’d gone along routes like that in 1967, it might have helped. But we don’t have time. All these standard green things, like sustainable development, I think these are just words that mean nothing. I get an awful lot of people coming to me saying you can’t say that, because it gives us nothing to do. I say on the contrary, it gives us an immense amount to do. Just not the kinds of things you want to do.”

    http://www.theguardian.com/theguardian/2008/mar/01/scienceofclimatechange.climatechange

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>