O que há de errado com o sistema monetário?

Moeda

Essa primeira parte de um ensaio de leitura recomendada feito por Mark Joob é um dos melhores resumos que delineiam o que há de errado com o sistema monetário. A segunda parte descreve uma proposta alternativa, uma versão do chamado “Plano de Chicago”. Leia o ensaio completo aqui.

Como o atual sistema monetário está afetando a economia e, consequentemente, a sociedade e a natureza, e por quê ele tem falhado? Delinearei o intrincado mal funcionamento do sistema monetário predominante globalmente em 10 pontos.

 

1. Dinheiro é criado através de dívida.

Hoje, o dinheiro é criado através de dívida no momento em que os bancos comerciais tomam empréstimos de bancos centrais e quando governos, produtores e consumidores tomam empréstimos de bancos comerciais. Assim, a oferta de moeda da economia só pode ser mantida se os agentes econômicos, públicos ou privados, contraírem dívidas. O crescimento econômico requer um aumento proporcional na oferta de dinheiro, a fim de evitar a deflação que paralisaria os negócios, porém, um aumento na quantidade de dinheiro envolve um aumento simultâneo na dívida. Dessa forma, os agentes econômicos incorrem em risco de endividamento excessivo e falência. Não é necessário dizer que um endividamento excessivo, no contexto da atual crise financeira, causa sérios problemas às sociedades e aos indivíduos. No início, era uma crise da dívida dos proprietários de imóveis privados nos EUA e, em seguida, transformou-se em uma crise da dívida dos bancos comerciais e seguradoras, até ser absorvida pelos tesouros nacionais e assim transformar-se em uma crise de dívida pública. Reduções na despesa nacional necessárias para quitar a dívida pública muitas vezes levam à insatisfação social e são injustas, porque impõem encargos a cidadãos que não se beneficiaram igualmente com a criação da dívida.

2. A oferta de dinheiro está sob controle privado.

Apenas uma pequena fração do dinheiro circulante foi criada pelos bancos centrais. Bancos centrais emitem moedas e cédulas que na maioria dos países representam apenas entre 5% e 15% da oferta monetária. O resto é criado pelos bancos comerciais eletronicamente nas contas correntes através da concessão de crédito a clientes ou pela compra de títulos e bens. Na verdade, todo o dinheiro, seja em espécie ou conta corrente, é posto em circulação por bancos comerciais. Assim, os bancos comerciais de fato controlam a oferta de moeda. Os bancos comerciais assumem, principalmente, o risco de crédito dos empréstimos que concedem, o que deveria levá-los a examinar cuidadosamente a credibilidade dos seus clientes. No entanto, os bancos comerciais decidem quais clientes terão acesso a empréstimos e quais investimentos serão feitos de acordo com seu interesse em maximizar seus próprios lucros. Um investimento ser socialmente desejável definitivamente não é o critério decisivo para bancos comerciais. Desta forma, os investimentos que visem o bem comum, mas não sejam rentáveis o suficiente, não serão apoiados pelo sistema bancário e terão de ser financiados pelo governo, que depende de receitas fiscais e criação de dívida pública. Em vez de financiar investimentos de longo prazo voltados ao interesse da sociedade como um todo, os bancos comerciais com suas concessionárias de crédito promovem a especulação financeira de curto prazo e, ao longo das duas últimas décadas, conseguiram, de fato, estabelecer um gigantesco cassino global além de qualquer controle público.

3. Depósitos bancários não são seguros.

Depósitos bancários são dinheiro em conta corrente, o que, em contraste com o dinheiro em espécie, não são moeda legal, embora sejam tratados como se fossem. Dinheiro em conta corrente é um substituto para o dinheiro, apenas uma promessa do banco de desembolsar o valor correspondente em dinheiro, em moeda corrente, se solicitado pelo cliente. No atual sistema bancário de reservas fracionadas, normalmente, apenas uma proporção muito pequena de dinheiro em conta está sustentada por moeda legal. Os bancos mantêm apenas uma pequena percentagem dos seus depósitos na forma de dinheiro em espécie e de reservas no banco central. Essa é a razão pela qual os bancos dependem da confiança de seus clientes. No caso de uma corrida aos bancos, quando muitos clientes efetuam saques ao mesmo tempo, eles ficariam sem dinheiro e tal falta de liquidez poderia levar à falência súbita. Assim, os sistemas de seguro de depósito foram estabelecidos para evitar a perda de depósitos bancários. No entanto, em caso de reações em cadeia e falências de grande escala, como em 2008, a ajuda do governo aos bancos comerciais pode ser necessária, eventualmente com a ajuda do banco central como fiador de última instância.

4. A oferta de moeda é pró-cíclica.

Os bancos comerciais concedem empréstimos através da criação de dinheiro em conta corrente, a fim de maximizar as suas receitas de juros. Quanto mais dinheiro eles emitem, maior o lucro – desde que os devedores sejam capazes de pagar. Em tempos de crescimento econômico, os bancos concedem mais empréstimos, a fim de lucrar com o “boom”, enquanto que em tempos de recessão econômica a concessão de crédito é muito restritiva, de forma a reduzir seus riscos. Essa é a forma pela qual os bancos comerciais induzem uma excessiva oferta de dinheiro em tempos de prosperidade e uma sub-oferta em tempos de recessão, amplificando os ciclos de negócios, bem como as flutuações do mercado financeiro, e criando bolhas de ativos no setor imobiliário e em commodities, que podem causar grandes danos à sociedade e ao próprio sistema bancário quando estourarem. Mais uma vez, a crise bancária provocada pelas hipotecas, em 2008, desencadeada após a explosão da bolha imobiliária nos EUA, é o exemplo mais ilustrativo.

510px-Quentin_Massys_0015. A oferta de moeda estimula a inflação.

Além de seu caráter pró-cíclico em curto prazo, no longo prazo a criação de dinheiro pelos bancos comerciais induz uma excessiva oferta de dinheiro que leva à inflação de preços ao consumidor, bem como à inflação dos preços dos ativos. Há um excesso de dinheiro quando o aumento da quantidade de dinheiro em circulação excede o crescimento da produção de bens e serviços. O excesso na oferta de dinheiro, em longo prazo, resulta não só da tradicional concessão de crédito para governos, corporações e indivíduos, mas também das especulações financeiras alavancadas pelo crédito dos fundos de retorno absoluto e dos bancos de investimento. Devido à inflação, os consumidores geralmente enfrentam uma perda anual de poder de compra, o que significa que eles têm de aumentar sua renda nominal, de modo a manter o seu nível de consumo. Já que a capacidade de compensar a perda de poder de compra com aumento na renda nominal varia entre os indivíduos, a inflação provoca uma redistribuição do poder de compra em detrimento daqueles indivíduos que não estão em posição de defender de forma eficaz os seus próprios interesses.

6. O privilégio de criar dinheiro é um subsídio ao setor bancário.

Se o dinheiro é dívida, ele acarreta juros. Logo, todo o dinheiro em circulação também acarreta juros, e praticamente ninguém pode escapar desse pagamento. Os juros são pagos primeiramente pelos clientes que tomam empréstimos de bancos comerciais e que, dessa forma, garantem a oferta de moeda. Em segundo lugar, todos que pagam impostos e compram bens e serviços fazem uma contribuição ao pagamento de juros do credor original, pois os impostos são recolhidos, em parte, para financiar o pagamento de juros da dívida pública. Além disso, corporações e indivíduos que fornecem bens e serviços devem incluir os custos dos empréstimos em seus preços. Dessa forma, usando o dinheiro, a sociedade paga um enorme subsídio aos bancos comerciais, embora os bancos repassem uma parte dessa quantia aos seus clientes na forma de pagamento de juros sobre os depósitos realizados. Os juros são um subsídio aos bancos porque o dinheiro em conta corrente criado por eles é tratado como moeda legal. A magnitude do subsídio que a sociedade paga aos bancos se reflete na desproporcionalidade dos salários e promoções dos banqueiros, bem como na desproporcionalidade do próprio setor bancário.

7. O dinheiro como dívida pressiona o crescimento.

Dinheiro criado como dívida carrega juros e, assim, pressiona de forma redobrada o crescimento do sistema monetário e da economia real. Quando os clientes pagam seus empréstimos aos bancos comerciais, os bancos abatem o montante devolvido e a quantidade de dinheiro em circulação diminui de forma correspondente. No entanto, os devedores precisam de mais dinheiro do que o quanto tomaram emprestado, pois também têm que pagar juros sobre seus empréstimos. Mesmo que os devedores façam novos empréstimos, eles precisam de uma renda adicional para pagar os juros e, portanto, devem obter lucros. Os negócios em geral não podem ser rentáveis a menos que a quantidade de dinheiro aumente continuamente. Isto nos leva à dinâmica de crescimento, que é uma característica essencial do nosso sistema econômico. O aumento na quantidade de dinheiro com juros exerce uma pressão monetária por crescimento na economia real e o crescimento da economia real exerce simultaneamente uma pressão anti-deflacionária por crescimento na oferta de moeda. Como consequência dessa pressão bidirecional, nossa economia é uma espécie de esquema Ponzi, uma vez que não pode funcionar adequadamente sem crescimento contínuo e, portanto, entra periodicamente em crises. Além disso, o crescimento da economia real, que é em grande parte forçado pelo sistema monetário, envolve uma exploração excessiva dos recursos naturais e é um obstáculo para o desenvolvimento sustentável. Endividamento financeiro leva consequentemente ao endividamento ecológico frente à natureza, o que empobrece a humanidade. Nosso atual sistema monetário é simplesmente incompatível com um mundo finito.

8. Juros promovem concentração de riqueza.

Os juros são comumente vistos como um custo advindo do uso do dinheiro de alguém. Não só os clientes que fazem empréstimos de bancos, mas também os bancos que mantêm depósitos de clientes, pagam juros. Quando os bancos comerciais criam dinheiro através da concessão de empréstimos, eles creditam nas contas dos clientes, expandindo assim o total de depósitos bancários. Uma vez que as contas geralmente acarretam juros, os bancos gastam uma parte de suas receitas de juros no pagamento de juros aos detentores de depósitos. Mas depósitos bancários e empréstimos não são igualmente distribuídos entre os clientes. Alguns têm principalmente empréstimos que acarretam o pagamento de juros, enquanto outros têm sobretudo depósitos que rendem juros. Como, em geral, as pessoas mais pobres têm mais empréstimos do que depósitos e as pessoas mais ricas têm mais depósitos do que empréstimos, o pagamento de juros é, em sua totalidade, uma transferência de dinheiro do pobre para o rico, especialmente para o super-rico. Juros, portanto, promovem concentração de riqueza. Essa concentração de riqueza favorece em grande medida os bancos comerciais que, por um lado, fazem investimentos próprios e, por outro lado, lucram com o resultado da considerável diferença entre juros a pagar e juros a receber. Além disso, juros são acrescidos regularmente, anualmente na maioria das vezes, ao investimento inicial e, portanto, passam a ser juros compostos, gerando um crescimento exponencial de ativos monetários. Mas ativos monetários não crescem em valor por si mesmos, uma vez que não são, em si mesmos, produtivos. Os ativos monetários só podem ser acrescidos com juros quando houver trabalho humano envolvido; e o trabalho humano está sob permanente pressão monetária para que aumente sua produtividade e reduza seus custos, de modo a satisfazer as demandas de crescimento exponencial dos juros compostos. Juros são, portanto, uma transferência de valor que favorece investimentos de capital em detrimento dos rendimentos do trabalho.

9. O sistema monetário é instável.

Há uma evidência empírica clara mostrando que o sistema monetário sofre de instabilidade estrutural por causa dos mecanismos acima descritos. A crise financeira iniciada em 2008, e ainda em andamento, se não piorando, não é um fenômeno único. Nas últimas décadas, numerosas crises relacionadas com o sistema monetário ocorreram em todo o mundo. Entre 1970 e 2010, um total de 425 crises financeiras que afetaram os Estados-membros do Fundo Monetário Internacional foram registradas oficialmente: 145 crises bancárias, 208 colapsos monetários e 72 crises de dívida pública (ver: Lietaer, Bernard, et al: Dinheiro e Sustentabilidade. The Missing Link. Axminster: Triarchy Press, 2012). A multiplicidade de crises financeiras e seu efeito contagioso em diferentes economias nacionais demonstram claramente um caráter sistêmico estrutural. O atual sistema monetário inevitavelmente induz crises nas finanças e, consequentemente, na economia real.

10. O sistema monetário viola valores éticos.

Um valor ético é algo que é visto como valioso do ponto de vista geral, após cuidadosa análise. Valores éticos encarnam os valores mais racionais e mais importantes da sociedade. Logo, a sociedade está mal arranjada se os seus valores monetários estão em um conflito indissolúvel com seus valores éticos e esses valores éticos são permanentemente suprimidos por causa dos valores monetários. Uma vez que o sistema monetário molda grande parte da economia e a economia constitui de modo geral a sociedade, os valores éticos que não contribuem para a rentabilidade do capital são sistematicamente negligenciados na elaboração das políticas. Dessa forma, nosso atual sistema monetário viola valores éticos como a estabilidade, a justiça e a sustentabilidade – valores que são essenciais para uma sociedade habitável. Um sistema monetário que viole esses valores não é nada razoável e deveria ser reformado o quanto antes.

Fonte (http://p2pfoundation.net/What%27s_Wrong_with_the_Current_Monetary_System#More_Information)

“Este artigo não expressa necessariamente uma opinião do MZ, mas de seu autor.
O mérito está na contribuição para a discussão da linha de pensamento defendida pelo movimento.”

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8 Responses

  1. Daniel C. disse:

    QUEM É MESMO O VILÃO?
    Este artigo me trata como vilão da sociedade, pois tenho uma pequena quantia de dinheiro em uma conta-poupança e recebo juros por isso. O descaramento está em não reconhecer que os juros que recebo são inferiores aos valores que a inflação corrói, portanto o mecanismo que transfere dinheiro do pobre para o rico deve ser outro. Será que o autor desconhece a existência de um órgão do governo chamado BNDES que empresta dinheiro aos ricos (empresários amigos do rei) cobrando juros inferiores à taxa da inflação?

    POR QUE REFORMAR?
    O artigo afirma que o sistema monetário deveria ser reformado, mas será ele não deveria ser extinto? Peter Joseph diz que sim. Fiquei com a impressão de que este artigo está em site errado, pois não segue o espírito do movimento, que é, dentre outras propostas, abolir a existência de dinheiro.

    • Fábio Queiroz disse:

      Olá, Daniel,

      Agradecemos muito o seu comentário. Nesse ambiente virtual podemos nos encontrar para discutir nossas ideias e buscarmos, juntos, um consenso. Esse o objetivo deste espaço.

      Esse artigo que foi por nós traduzido é de um professor de economia e, de forma alguma, traduz integralmente os ideais do Movimento Zeitgeist. Muito pelo contrário, trata-se apenas de uma contribuição de um cidadão global que também se encontra incomodado com a situação das coisas. Foi até bom que você nos lembrasse disso, pois faremos constar no final do artigo essa informação.

      Agora, discutindo as questões por você levantadas, eu não vejo que o artigo nos coloque como vilões (também tenho uma poupança), ele apenas faz uma denúncia do que de fato ocorre. Quem tem uma quantia considerável de dinheiro em um banco recebe juros por isso. Enquanto quem tem pouco dinheiro é quem acaba permitindo que esses juros sejam pagos aos que possuem contas recheadas. Quer interpretemos esse fato como um indicativo de que as pessoas que tem muito dinheiro são vilãs, ou se seriam apenas vítimas, já que, em última instância, já nasceram dentro desse sistema e ninguém perguntou se elas gostariam que as coisas fossem diferentes, isso não altera o fato subjacente, não é mesmo? O que de fato há, como já demonstrado muito bem no artigo, é um mecanismo de transferência de dinheiro do pobre para o rico. Ao meu ver, inclusive, o vilão é o próprio sistema monetário na maneira em que ele funciona. Essa a denúncia do autor do artigo.

      Quanto à existência do BNDES, é claro que o conhecemos, talvez até mesmo o autor do texto conheça, apesar de ser professor de economia na Europa, mas creio que isso não altera os fatos por ele denunciados. Deixe eu esclarecer com um exemplo. Se o dinheiro em um poupança recebe juros em uma taxa inferior à da inflação, imagina então o dinheiro de quem não recebe sequer algum rendimento de juros. É difícil não concordar que a situação deste último estaria pior, relativamente. Dessa forma, portanto, o autor não teria cometido nenhum erro, mesmo desconhecendo o sistema financeiro nacional.

      Quanto ao fato do autor propor uma reforma, e não, a extinção completa do sistema monetário, isso, realmente, expressa apenas a opinião do mesmo, nada mais. Por isso foi muito valioso o seu comentário, já que poderemos indicar isso ao final do artigo. Nós (ativistas do MZ) acreditamos que o verdadeiro objetivo e meta final da nossa organização seria a extinção do sistema monetário, pois não entendemos como outra alternativa menos “radical” permitiria resolver os nossos problemas atuais em sua verdadeira causa raiz. Agora, por outro lado, não existe um consenso sobre como nós chegaríamos a esse objetivo final: será que é preciso o sistema atual falhar, para que possamos começar o desenho da sociedade a partir do zero? Ou talvez seria necessária uma revolução política, como acreditam alguns? Ou basta que através de reformas gradativas nós caminhemos, pacificamente, a nossa meta final? Foi obedecendo ao raciocínio imposto por essas questões que nos permitimos a publicação desse artigo. Então, que possamos assim estar abertos a todas essas questões e usarmos esse espaço para uma troca de ideias saudável como essa.

      Grande abraço.

      • Daniel C. disse:

        Fábio, obrigado pela atenção.

        Fiquei feliz por você admitir que o artigo não representa totalmente os ideais do Movimento. Em minha opinião o autor tem por objetivo isentar os governos de qualquer culpa. É verdade que a culpa recai também sobre os empresários amigos do governo. Estes dois formam um conluio. A sociedade é a defraudada.

        Por favor, vamos colocar ordem nos pensamentos. Qual é o crime em se viver de juros? Eu não obrigo o banco nem ninguém a tomar o meu dinheiro e me pagar juros. Isto se passa sob acordo mútuo. Não vem ao caso se eu tenho muito ou pouco dinheiro. De uma vez por todas: O crime se caracteriza pela COERÇÃO. Se eu não pagar impostos, os agentes do governo, através de policiais armados, usurparão os meus bens e me colocarão na cadeia. Entende agora o que é crime? Não será crime se na calada da noite, eu subitamente abordar um passante e com voz imponente lhe disser: Por favor, meu senhor, poderia me doar o conteúdo de sua carteira. Somente será crime se eu o obrigar a me dar o dinheiro. É exatamente isto o que os agentes do governo fazem comigo (e com você também). Obrigam-me a entregar o conteúdo de minha carteira em forma de pagamento de impostos.

        Os agentes do governo protegem os empresários amigos através de regulamentações complicadas. Se eu insistir em exercer uma atividade sem atender às regulamentações, os agentes do governo arrasarão comigo. Desta forma os empresários amiguinhos deixam de ter concorrentes (como recompensa os agentes recebem polpudas propinas, obvio).

        Os exploradores da sociedade é que são os vilões. São os agentes do governo e seus amigos empresários. O sistema monetário atual é o instrumento que inventaram para facilitar a tarefa deles (que é nos explorar). Um sistema monetário mais confiável é aquele com lastro (ouro, etc.), porém também não se aplica, pois em sociedade na qual não existem trocas de bens também não é necessário sistema monetário algum.

        Suas questões finais são muito pertinentes. Qual seria a melhor forma de atingirmos o objetivo? Não acredito em reformas que dependam da aprovação dos agentes exploradores para serem implantadas. Elas seriam sumariamente boicotadas. A saída está na conscientização. A solução virá certamente para as gerações futuras. Dias atrás vi um policial dizer que o governo não deveria existir. Quase não acreditei em meus ouvidos. Pensei: Será que as campanhas de conscientização estão funcionando? Será que este policial educará seus filhos para que não sejam funcionários públicos? Sim, vi uma luz no fundo do túnel. A saída está na conscientização. Neste sentido parabenizo este site. Abraços.

        • Fábio Queiroz disse:

          Olá mais uma vez, Daniel.

          Seguindo sua sugestão, vou tentar ser mais claro nos meus comentários. Perdoe-me a falta de objetividade.

          É difícil dizer que o autor queira isentar a culpa dos governos pelo que ele diz textualmente. Não consigo notar isso. Na verdade, esse texto é parte de uma proposta de reforma do sistema monetário que foi encaminhada para o governo da Islândia na ocasião da crise do sistema bancário deles no ano de, salvo engano, 2008. Nessa época o povo havia tomado o poder e, portanto, passou a “ser” o governo, então não haveria porque o professor isentar a culpa do governo. Ele não teria porque querer agradá-los, entende? Além do que o autor é acadêmico da área de Economia e esse é um artigo de teor científico, logo, muito provavelmente, ele evitaria comentários políticos. Eu mantenho a minha opinião de que a crítica do autor é dirigida à ferramenta e não aos operadores dela. Mas deixa eu aproveitar sua insistência nesse ponto para abrir um parêntese nesse tópico.

          Eu acredito que a crítica deveria sim ser dirigida àqueles que operam a máquina também, só não noto isso no texto. O erro, no entanto, está em culpá-los exclusivamente. Todos nós somos “agentes e vítimas dessa cultura em decadência” como diz o Peter Joseph na série Cultura em Decadência. Nós, de certa forma, seguimos as mesmas regras que eles: as de um jogo individualista em uma sociedade competitiva. O Jacque Fresco usa um exemplo que eu gosto muito: qual a diferença entre um vendedor de abajur que diz que o item da sua loja é melhor do que a do vizinho, uma loja do walmart que muda para um município levando à falência os pequenos comércios, e uma grande empresa petrolífera que joga seus resíduos no oceano para cortar gastos? Guardadas as devidas proporções, em essência, todos são corruptos. E digo isso no sentido de que eles não podem arcar com os prejuízos de serem honestos e se preocuparem com o próximo. Meu ponto é que nós não somos tão diferentes daqueles que nos governam ou dos muito ricos, além de seguirmos as mesmas regras, quem nos garante que não agiríamos da mesma forma no lugar deles se tivéssemos recebido a mesma educação e os mesmos estímulos, fôssemos doutrinados pelo mesmo sistema de valores e recebêssemos as mesmas oportunidades? Essa a minha opinião sobre a postura de apontar o dedo para os governantes e os mais ricos. Fecha o parêntese. :D

          Ora, meu caro Daniel, essa definição que só há crime quando há coerção é forte e bem abrangente. Por ela nós não poderíamos dizer que a pobreza é uma forma de coerção? Isso por si só já comprometeria muito o foco do exemplo isolado hermeticamente que você criou, mas o usemos mesmo assim para tentar esclarecer o ponto. Nele, alguém aborda um terceiro e o obriga a passar o dinheiro, suponhamos agora que o primeiro esteja sob a força coerciva da fome sua ou dos seus. Essa suposição serviria para destacar as forças não consideradas no seu exemplo, mas que são decisivas. Quem seria a vítima então? Seria apenas o que teve a carteira assaltada ou o que foi assaltado pela fome também? Acredito que os dois. Portanto, tanto quando culpamos um assaltante como quando apontamos o dedo para o governante ou o empresário rico, nós não podemos cair no erro de acreditar que esses indivíduos estejam expressando sua vontade livremente, que não hajam pressões psicológicas internas intensas ou que a maldade seja uma escolha consciente e voluntária, salvo exceções. Esse o erro no seu posicionamento, meu caro, se você me permite dizer. O verdadeiro segredo do que nos motiva diariamente vai muito além de uma decisão que tomamos conscientemente. Somos eu, o assaltante e o empresário rico, também, vítimas do sistema. Sob essa óptica fica difícil analisar apenas superficialmente a coerção que indivíduos operam uns sob os outros, sem deitar os olhos sobre a cultura, o sistema socioeconômico e os nossos valores predominantes.

          Vejamos a questão dos juros para tentar explicar isso melhor. Na maneira como você expressou a transação financeira de lucrar em cima de juros, realmente não há coerção. A questão, porém, como já dito, é mais profunda que isso. Eu, por exemplo, reconheço ser um indivíduo beneficiado pela sociedade por ter a capacidade de me beneficiar desse tipo de operação financeira, mas não são todos que tem acesso a esse privilégio. Desde que não são todos que tem acesso, cabe a pergunta: que mecanismo decidiu quais as pessoas teriam acesso a essa forma de rendimento? Foi um mecanismo justo? Ou foi esse também um mecanismo coercivo? Você concorda que se nós combinarmos de apostar uma corrida de 100m e eu tiver como ponto de partida a marca de 50m, enquanto você parte do 0m, você estaria em desvantagem, não é mesmo? Nesse exercício imaginário, contudo, você pode aceitar ou recusar participar da corrida, mas será que no nosso jogo social as pessoas têm essa escolha? O indivíduo pobre aceitou nascer pobre e o rico nascer rico? Os dois foram coagidos a isso. O problema é que um se beneficiou disso, através do lucro pelos juros, por exemplo, enquanto o outro saiu perdendo. Sob essa óptica fica difícil não notar a corrupção subliminar desse mecanismo financeiro. Isso sem contar o fato de que o rendimento de juros não gera, definitivamente, crescimento algum na economia real. É apenas uma ferramenta que transforma dinheiro em mais dinheiro sem produzir nada.

          Confesso que esse é um assunto bem complicado e deixei passar um ou outro ponto por você levantado. Meu objetivo foi destacar aspectos essenciais do seu comentário para vermos se conseguimos entrar em acordo quanto a eles primeiro. Espero ter contribuído um pouco mais para que possamos compreender um a opinião do outro.

          Abraço.

          • Daniel C. disse:

            Fábio Queiroz!

            Leiamos novamente o título do item 2 “A oferta de dinheiro está sob controle privado”. Consegue notar agora como o autor isenta os governos de culpa? Se você não quiser aceitar esta verdade, tente então criar dinheiro eletrônico do nada. Os agentes do governo lhe colocarão na cadeia por fraude. Como pode o governo estar isento de culpa se o que vale para você não vale para os banqueiros?

            O que discutimos aqui, e o artigo deixa transparecer, refere-se a todos os países, inclusive a Islândia. O nome deste país nem aparece escrito no texto.

            Fábio, você afirma que o artigo é de teor científico. Pergunte a todas as pessoas que você conhece se Peter Joseph concordaria com você. Ele, Peter Joseph, afirma categoricamente que todos os diplomas de economia deveriam ser jogados no LIXO, pois economia NÃO é ciência, é uma invenção. Devo também lembrar que Peter Joseph afirma que o Movimento Zeitgeist nada tem a ver com comunismo.

            O autor critica não apenas a ferramenta monetária, mas também a iniciativa privada. Eu critiquei os governos e os empresários amigos dos governos.

            Veja bem, não sou (ainda) profundo conhecedor do pensamento de Peter Joseph, mas até hoje não me deparei com nenhuma contradição dele, ele é muito sensato e o que diz hoje não se esquece amanhã. Sobre Jacque Fresco, e seu maravilhoso projeto, conheço menos ainda. Sei que Peter Joseph já pegou uma contradição, ou digamos, incoerência dele, aquela sobre os direitos autorais da EBR. Dito isto, afirmo que no exemplo de Jacque Fresco a firma corrupta é apenas a firma de petróleo, pois ela agride o meio ambiente. A firma do abajur faz propaganda de seu negócio, mas não aponta a arma para ninguém. O walmart comete apenas o “pecado” de vender seu produto mais barato que a concorrência. Sim, a falência de uma empresa normalmente é acompanhada por desgraça social, por isso tentamos criar uma sociedade diferente, mais humana para as gerações futuras.

            Você afirma que eu sou igual (você também) aos vilões da sociedade. Mentira! Sou totalmente diferente. Não tenho aparato policial a meu favor. Não aponto a arma para ninguém (talvez para me defender). Não sou amigo dos governantes. Não faço lobby junto aos políticos para me favorecer. Não proponho ao governo regulamentações para eliminar meus concorrentes. Etc., etc. Alguém pode ser muito rico e viver em paz com sua consciência, sem prejudicar ninguém. Qual é o problema em ser rico, se não se roubar nada de ninguém? Uma empresa que deixasse de vender barato para que o concorrente não falisse não seria uma empresa, mas sim uma instituição de caridade para empresários ruins, além de ser uma espoliadora do povo, pois este teria que pagar mais caro pelo produto. Percebe?

            Meus avós e meus pais me ensinaram que se eu estiver com fome eu devo trabalhar em qualquer coisa, mas NUNCA roubar. Vamos deixar esta defesa estapafúrdia de criminosos para as Marilenas Chauis e Reginas Casés da vida. Segundo Peter Joseph este site (o Movimento) não é comunista nem governista.

            Nem sempre mudamos de opinião ao nos colocarmos em pele alheia. Portanto meu posicionamento não está errado. Se eu estivesse na pele de Stalin não afirmaria que seria correta a matança de mais de trinta milhões de pessoas para favorecer uma nomenklatura.

            De novo, quem recebe juros não é culpado de nada, pois não agride ninguém. Em toda a história, a classe dominante sempre se locupletou através da coerção. É o caso dos agentes parasitas do governo que têm a força policial em suas mãos, é o caso dos empresários amigos do governo, que nada mais são que um braço do governo, é o caso dos parasitas dominantes de religiões, que além de serem um braço do governo, ainda ameaçam os fiéis com castigos vindos do além (os fiéis acreditam em todas, coitados!). Obs.: Caso você não ache que a religião seja um braço do governo, peça então para a terrorista que ocupa a cadeira de presidente admitir que é ateia. Como toda comunista que se preze ela é ateia, mas hoje vai à igreja e finge que reza. Ela sabe que isto é ridículo, mas, mesmo assim, o faz. Por quê? Simples, porque a religião é um braço do governo.

            Fábio, me despeço com a impressão que quanto mais a gente escreve mais nossos pensamentos se distanciam. Portanto, este é o meu último post para este artigo. Obrigado e abraços.

          • Fábio Queiroz disse:

            Bom, eu acho que estamos próximos de atingir um consenso.

            Vejamos. No item 2 você ressaltou o papel do governo como quem concede a permissão para a criação do dinheiro. Eu e você, meros cidadãos, não podemos criar dinheiro; os bancos podem. Essa seria a culpa do governo: é ele que dita as regras e fiscaliza o seu cumprimento, se necessário, com o uso da força. É isso mesmo, o estado faz isso e o autor não mencionou, isso porque na ideologia dele esse controle exercido pelo estado é legítimo e necessário. Logo, é lógico que ele não denunciaria o estado. Não me atentei que era a isso que você se referia. Mais uma vez, nós do MZ discordamos desse posicionamento, é claro. Ah, outra coisa quando ele diz que “a oferta de dinheiro está sob controle privado” ele está ressaltando que a maior parte do dinheiro é criado pelos bancos comerciais e não pelos bancos centrais. Ele não está deixando de mencionar que o estado é quem controla a emissão por um descuido, é que realmente, em relação a quantia de dinheiro que os bancos centrais criam, os bancos comerciais criam muito mais. Esse é o problema na visão dele. Creio que essa questão ficaria resolvida assim então.

            Eu disse que o artigo é uma proposta de reforma do sistema monetário da Islândia, pois é o que diz na página pessoal do autor. Essa é a minha fonte.

            Sobre a questão da economia ser uma ciência, é claro que eu estava me referindo a ela sob a ótica convencional. Ela é apenas uma invenção humana. Concordo com o PJ e com você. O que, no entanto, não altera o ponto que eu estava tentando afirmar: o artigo ser de teor científico quer dizer que o autor evitaria tomar posicionamentos políticos no texto. Por posicionamento político eu quero dizer tomar partido desse ou daquele governo (com “g” minúsculo).

            Eu não entendi porque você mencionou o Comunismo. Em algum lugar eu dei a entender que sou comunista?

            O exemplo do Jacque Fresco está disponível no documentário Zeitgeist Addendum (http://youtu.be/EewGMBOB4Gg?t=58m19s – já está na parte que é citado, assista daí até 1h2min39seg pra rever a parte sobre a corrupção que eu mencionei) e, por isso, o PJ deve endossá-lo, caso contrário seria incoerente constar do documentário. Por ser nessa parte que já se menciona o tipo de corrupção e desonestidade que são a essência do sistema monetário, já deixo a referência ao documentário como a minha resposta à questão de sermos “vilões” também. Se você tiver alguma objeção ao que é dito no documentário, daí nós continuamos esse tópico num próximo post.

            A riqueza em si, aqui compreendida como acesso a recursos, não é ruim, o MZ, pelo contrário, advoga a riqueza, mas uma que seja para todos. O problema é a nossa forma de riqueza atual. Riqueza, atualmente, quer dizer riqueza econômica, significando acesso a recursos através do sistema monetário, essa é a riqueza problemática, porque essa só se sustenta mantendo a escassez desses mesmos recursos. Em outras palavras, ser rico atualmente é quase o mesmo que privar outros desse mesmo acesso. O sistema atual não permite que todos sejam ricos. É isso que eu quero dizer, e você provavelmente entende isso. Acho que concordamos quanto a isso também. Espero ter sido mais claro agora.

            É, eu concordo que alguém pode ser muito rico e viver em paz com a sua consciência. Só não acho que faça muito sentido uma pessoa possuir, por exemplo, uma fortuna de 30 bilhões de dólares, como alguns possuem, e viver lado a lado com a miséria de milhares de pessoas. Uma riqueza que se manifesta em um ambiente como esse é que é o problema e o que destaca ainda mais a deturpação do nosso sistema de valores atual.

            O MZ advoga que um sistema de regras éticas ou morais que não leve em consideração o meio social e as pressões psicológicas sobre os indivíduos não é muito eficaz. Diga para o indivíduo não roubar e não forneça os meios para que ele se alimente, e de nada vai ter adiantado as regras. O instinto de sobrevivência é mais forte. Esse o ponto.

            Quanto ao meu posicionamento sobre se colocar na pele dos outros, adotei a opinião do neurocientista Sam Harris nesse assunto. Depois, se você quiser ver o que ele diz sobre isso, recomendo essa palestra dele (https://www.youtube.com/watch?v=pCofmZlC72g). É bem instrutiva. Não vou, portanto, me estender nesse assunto.

            Sobre os juros, a não ser que você queira ver o início do Addendum de novo onde é explicado o mecanismo de criação do dinheiro e o tanto que é absurdo existir qualquer taxa de juros, acho melhor nós pararmos por aqui. Os juros, como ferramenta do sistema monetário, é socialmente injusto sendo usado pelos bancos ou pelos usuários, pois perpetua uma distribuição desigual de riqueza. Se você não concordar com os argumentos expostos lá, fica difícil chegarmos num consenso.

            Bom, Daniel, se você acha que não tem mais porque trocarmos comentários, então é melhor pararmos por aqui mesmo. Espero que você continue acompanhando nosso blog e possa contribuir com outros comentários no futuro.

            Até lá.

  2. Daniel C. disse:

    Fábio

    Após seus esclarecimentos concordo que nos aproximamos do consenso.

    Para lhe explicar porque quase lhe considerei um comunista, digo o seguinte:
    Tanto esquerda quanto direita são favoráveis às agressões praticadas pelo estado. A esquerda vai mais além e isenta bandidos pobres de qualquer culpa. Agressões somente se justificam em caso de defesa contra outras agressões. Os culpados pela pobreza são os inventores deste sistema de exploração. Todos já morreram. Os responsáveis pela manutenção deste sistema são os detentores da violência, isto é, governos com suas polícias armadas, seus propagandistas e empresários amigos. Como eliminar esta exploração? Ora, é isto que debatemos aqui.

    Assisti ao trecho do filme indicado por você. São excelentes exemplos para negar a existência de um sistema monetário. Há pessoas que são contra governos e agressões de qualquer tipo, mas defendem a existência do dinheiro. Os exemplos de Jacque Fresco e Peter Joseph indicam que mesmo sob o manto da honestidade pessoal um sistema monetário gera sempre prejudicados. (Para não deixar dúvidas, continuo sendo de opinião que apenas a empresa petrolífera é desonesta. Os demais ou não são instituições de caridade ou simplesmente fazem propaganda de seus produtos. – Temos que ser racionais, absolutos em nossa lógica, não podemos dar margem a contradições.)

    Eu sou contra uma pessoa possuir 30 bilhões de qualquer dinheiro não porque eu tenha inveja dela (como diriam muitos), mas porque simplesmente sou contra a existência de dinheiro. Porém se uma parte da sociedade quiser viver sob um regime com sistema monetário, não serei eu que os obrigarei a mudar de ideia, mas também não quero ser incomodado se eu optar por viver na parte sem governo e sem dinheiro. Creio que se o mundo for dividido entre estes dois conceitos, com e sem sistema monetário, gradativamente as pessoas injustiçadas pelo sistema monetário vão passando para o lado de cá, até que nenhuma sociedade mais com sistema monetário se sustente.

    Dizer para uma pessoa não roubar? Eu não digo nada a ninguém. Não tenho o direito de dar ordens, mas se vier me roubar vai levar chumbo, só isso. A outra questão não é fornecer, mas sim RETIRAR os meios para que uma pessoa se alimente. Quem fornece é um ser superior que a tudo supervisiona. Este ser não existe. Quem retira é um ladrão, safado, mau caráter. Estes existem aos montes. Deixe as pessoas em paz e elas se organizarão e serão felizes por conta própria.

    Concordo plenamente que não deva existir juros, pois sou contra a existência de dinheiro. Duvido que o pagamento total de juros pela sociedade supere os quase cinquenta por cento de toda a produção roubados pelo governo em forma de impostos. Este roubo (mais a inflação provocada) caracteriza a principal forma de distribuição de riquezas dos pobres para os ricos. Ademais o crédito é opcional, o pagamento de impostos é obrigatório.

    Fábio, vou ficando por aqui. Espero que este Movimento continue até que um dia, lá no futuro, não haja mais esquemas de exploração. Abraços.

  3. Luís F.S. disse:

    O artigo é muito claro e muito bem escrito. As dúvidas do Daniel C. são uma desconversação absoluta. Parabéns caro Fábio Queiroz por ter uma grande paciência a explicar-lhe tudo isto. O mundo deveria estar com os olhos postos no exemplo da Islândia.

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