Perspectivas para um mundo futuro

eye_worldO novo milênio foi, até agora, um campo aberto para perspectivas distintas. Os pessimistas encontram motivos de sobra para acreditar em um futuro apocalíptico, tanto quanto os otimistas para prever um futuro de utopia.

O início deste século foi marcado por acontecimentos como o atentado ao World Trade Center, o caso Enron, invasões militares e crises econômicas. Cresceram o terrorismo econômico e o terrorismo de Estado. Hoje, metade do mundo vive sob o medo de conflitos armados, outra metade sob o medo do desemprego e da desapropriação.

Por tudo isso, a perspectiva pessimista é compreensível, mas um tanto determinista, como se o caminho da degradação econômica, social e ambiental fosse simplesmente inevitável.

É nesse ponto que os otimistas podem ter outro raciocínio, de que o mundo chegou a um ponto em que o despertar da consciência é inevitável, e que a partir daí a humanidade encaminhará a real solução de seus problemas – que não são novos, mas históricos, e se tornaram evidentes.

Para isso, há basicamente duas condições: a adesão à racionalidade, de compreender as limitações do ser humano, dos recursos naturais e dos valores, preconceitos e fobias que permeiam a sociedade; e a adesão à tecnologia, de empregar soluções técnicas e lógicas para os problemas. Considerando-se a capacidade tecnológica crescente nas mais diferentes áreas do conhecimento, pode-se apostar em soluções técnicas para a maioria dos problemas atuais, desde que removidos os obstáculos culturais – o que se resolveria pela adesão à racionalidade. E não se trata de apologia à tecnologia. A tecnologia nada mais é que a aplicação prática do conhecimento humano acumulado e refinado pela experiência.

A tecnologia atualmente disponível, se corretamente utilizada, pode erradicar a fome no mundo e reverter os processos de degradação ambiental, provavelmente em prazos inferiores aos já propostos por governos e organizações supranacionais. Pode resolver os problemas de carência material ou de limitação de acesso a serviços. Não é uma questão de viabilidade técnica, mas de vontade institucional.

A natureza humana pressupõe adaptação em nome da sobrevivência. E essa necessidade de readaptação fica cada vez mais clara à medida que os problemas atuais oprimem os indivíduos, ou seja, são justamente esses sinais de degradação os catalisadores da mudança que levará a um mundo diferente, mais humano, sustentável – melhor.

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