Transgênicos: O que sabemos até agora

Nesses pouco mais de dois anos que participo do MZ, é recorrente as pessoas perguntarem sobre assuntos bem específicos, considerados “polêmicos”: transhumanismo, veganismo, drogas, transgênicos… “O que o MZ propõe sobre isso?”. Se você consultar os principais materiais de referência do movimento, como, por exemplo, o livro, perceberá que não há definição sobre nenhum desses pontos (e vários outros)  – embora eles gerem uma discussão enorme! Pessoalmente, acho isso muito bom, porque diminuem as chances de o movimento tornar-se uma ideologia ao invés de ser “apenas” um meio para divulgar a necessidade de superarmos o atual sistema socioeconômico para estabelecermos uma economia baseada em recursos, proporcionando uma sociedade com maior bem-estar e sustentabilidade. Questões como estas certamente devem ser discutidas pelas pessoas, através de uma base científica – e, quando o conhecimento científico ainda não for suficiente, a filosofia pode auxiliar nas tomadas de decisão. Porém, enquanto não aprendermos a nos expressar de forma adequada (defino adequada como crítica, clara e educada – ver sobre comunicação não-violenta) e não dominarmos a abordagem científica, tais discussões apenas nos farão perder uma energia preciosa que poderia ser melhor empregada em outra coisa.

Há tempos estou para escrever este texto sobre organismos transgênicos, pensando em contribuir com um pouco de visão científica crítica sobre o tema. Procurei embasar as ideias e fatos com referências, mas já deixo aqui no início um pedido, para aqueles que perceberem que algo não foi contemplado a contento nos ajudarem a melhorar com mais ideias e referências. Também tentei incluir links em português, mas como a maior parte das publicações científicas e debates são em inglês, muitas vezes não foi possível.

O artigo foi dividido da seguinte forma:

1 – Introdução

2 – O que é um organismo transgênico?

3 – Como é produzido um transgênico?

4 – Objetivos e aplicações da transgenia.

5 – Controvérsias sobre os transgênicos.

6 – Considerações Finais.

(Clique nos números das páginas abaixo para ler cada item do artigo)

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11 Responses

  1. Time MZBlog disse:

    Para continuar a discussão sobre organismos geneticamente modificados:

    “Acho que, nesse momento e já com atrasos, o que precisamos é uma conscientização científica sem precedentes.

    Como falou profeticamente Carl Sagan, vivemos em um mundo cada vez mais dependente de ciência e tecnologia e, paradoxalmente, cada vez menos gente entende realmente como funciona ciência e tecnologia.

    A biologia sintética é um divisor de águas como a agricultura, o fogo, a imprensa e a internet.

    Eu particularmente considero que os cientistas não possuem todas as competências e não conhecem todos os ângulos da existência humana para decidir sobre o que fazer em um caso como esses, que é sem precedentes em nossa história, e que vai acontecer cada vez mais em esferas que nem imaginamos, tais como o gerenciamento de ecossistemas inteiros.

    A sociedade inteira tem que saber do poder (e, consequentemente, das possíveis consequências) das tecnologias de edição de genomas, as quais nos permitem, já nos dias de hoje, modificar sistemas biológicos (inclusive os pensantes) de maneiras próximas da ficção científica.”

    http://palpitomica.blogspot.com.br/2015/10/a-biologia-sintetica-encontra-medicina.html

  2. Alexandre disse:

    Segundo Projeto Venus e Zeitgeist, acham que tudo que fosse ligado ao Dinheiro, ou trabalhos que só existem devido a ele, como vendedor, marketing, administração de empresas, bancos, entre outros, deveriam acabar?
    A Engenharia, Biologia e Ciência deveriam comandar a sociedade?
    Esse seria o ideal já temos recursos no momento. O que acham?

  3. Time MZBlog disse:

    Transgênicos de código aberto para maior acesso a medicamentos:

    http://partidopirata.org/biohackers-querem-produzir-insulina-em-codigo-aberto/

  4. Graciela Kunrath Lima disse:

    Os danos causados pelo glifosato (muito associado a vários cultivos transgênicos):

    http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2015/332/glifosato-nao-e-agua

  5. Time MZBlog disse:

    Sobre o uso de agrotóxicos no Brasil:

    “Para Wanderlei Pignati, professor de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), a lentidão desse processo ocorre porque há uma forte pressão de setores interessados na comercialização dessas substâncias. “As empresas querem fazer acordo, mas não deveria caber recurso”, diz. “Queremos proibir todos os [agrotóxicos] que são proibidos na União Europeia”, afirma. “Por que aqui são consumidos livremente? Somos mais fortes que eles e podemos aguentar, por acaso?”.”

    http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/03/politica/1457029491_740118.html?id_externo_rsoc=FB_CM

  6. Time MZBlog disse:

    An extensive examination by The New York Times indicates that the debate has missed a more basic problem — genetic modification in the United States and Canada has not accelerated increases in crop yields or led to an overall reduction in the use of chemical pesticides:

    http://www.nytimes.com/2016/10/30/business/gmo-promise-falls-short.html?smid=fb-share

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